EM ABREU E LIMA, POPULAÇÃO CONVIVE COM CRATERAS E RISCO DE DESABAMENTO



Os moradores dos bairros de Caetés 1 e 2, em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, convivem com as crateras e com o atraso de obras. Como mostrou o NETV 1ª Edição desta quarta-feira (26), a reportagem já foi ao local sete vezes e a situação é a mesma - as obras de contenção das barreiras, onde estão as crateras que são vizinhas a algumas casas, estão atrasadas.
A reportagem esteve no local pela primeira vez em 30 de agosto de 2011, quando a situação já incomodava os moradores. Na época, a Prefeitura de Abreu e Lima informou que buscava recursos federais para fazer obras de contenção de barreiras. Até 2014, após três visitas da equipe ao local, as obras só tinham chegado a três ruas - as ruas 94, 128 e 129.
Em 23 de janeiro deste ano, apenas a Rua 94 estava pronta. A desocupação das áreas de risco, os muros de contenção e o calçamento também tinham sido feitos. Havia ainda operários trabalhando na construção de canaletas. Nesta quarta (26), o secretário-adjunto de habitação e projetos especiais de Abreu e Lima, Washington Tavares, informou que as obras têm um prazo de três meses para serem retomadas.
“Ontem mesmo tivemos uma reunião na Caixa Econômica juntamente com representantes do Ministério das Cidades e ficou acertado que o Ministério vai fazer o repasse e o reinício dessa obra será no prazo de 90 dias”, disse o secretário. Segundo ele, cerca de R$ 5 milhões já foram gastos nas obras das ruas 94, 128 e 129.
Ainda segundo Tavares, a Rua 26, em Caetés 2, que também é alvo de reclamação dos moradores, já tem obras previstas. “Os projetos e planilhas já estão entregues e protocolados na Caixa para análise, e a gente só está aguardando autorização para fazer a licitação e contratar a empresa”, afirmou.
O secretário apontou ainda que várias famílias prejudicadas já saíram do local. "Elas foram removidas com o projeto Minha Casa Minha Vida. A gente não pode retirar todos porque há pessoas que construíram suas vidas aqui há mais de 30 anos e não querem sair. Mas a gente precisa corrigir o problema", destacou.
Fonte G1 PE