INCÊNDIO DESTRÓI CERCA DE 300 BARRACOS DE MADEIRA NA COMUNIDADE DO PLÁSTICO

Um incêndio tomou conta da comunidade do Plástico, no bairro de Campo Grande, Zona Norte do Recife, na manhã desta segunda-feira (6). O local contava com cerca de 300 barracos aglomerados feitos de madeira e plástico e nada mais sobrou além de paredes de uma casa de alvenaria após o fogo ter sido controlado, o que ocorreu por volta das 13h40. Segundo informações dvulgadas no Twitter do Corpo de Bombeiros, o trabalho de rescaldo foi encerrado às 20h.
De acordo com populares, as chamas se espalharam após uma criança tocar fogo em um colchão enquanto brincava. Ainda segundo populares, a criança de menos de 5 anos de idade estava sozinha em casa enquanto a mãe saiu para trabalhar. Em outras informações de outros populares, foi dito que uma moradora brigou com uma mulher e que esta segunda teria tocado fogo na casa. O clima no local foi de desespero por parte dos moradores, que lamentaram a perda da moradia e dos móveis.
Os objetos recuperados foram colocados no meio da rua. Porém, outros não tiveram como resgatar nada. Ana Paula, de 30 anos, foi uma das que lamentou não ter tido a chance de salvar nenhum objeto de sua casa e, agora, não tem onde ficar. "Eu perdi tudo", comentou, aos prantos.
Funcionários de uma empresa situada ao lado da comunidade tentaram acalmar crianças e moradores. Alguns tentaram jogar água dos próprios reservatórios para combater o fogo. De acordo com o major Edson Marconni, do Corpo de Bombeiros, não houve registro de vítimas diretas do fogo, mas crianças foram socorridas com lesões e com problemas respiratórios por três ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Um paciente foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Olinda, mas sem gravidade. No local, oito viaturas de combate a incêndio atuaram nas buscas e salvamento de possíveis vítimas.
À tarde, os moradores foram reunidos pela Secretaria-Executiva de Defesa Civil (Sedec) do Recife para um levantamento do número de pessoas que tinham onde ficar e dos materiais dos quais vão precisar. Isso foi necessário para possibilitar a distribuição de cestas básicas, kits de higiene e colchões. A gestão municipal, por meio de nota, também informou que foi fornecido lanche e um jantar para os moradores. Para quem não tem para onde ir, foi disponibilizado um abrigo localizado na Travessa do Gusmão. Também foi esclarecido que o terreno onde ficava a comunidade pertence à União.
Fonte Folha PE