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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

BEBÊ NASCE COM QUASE 8KG, NO SERTÃO DE PERNAMBUCO

Peso corresponde ao de uma criança de seis meses de idade. 
De acordo com médico, é provável que mãe tenha tido diabetes gestacional

Pai de Moacir conta que levou um susto quando soube do tamanho do filho. (Foto: Luiza Mendonça / G1)
O técnico em enfermagem Marcionilio Calaça, 37 anos, e a agricultora Hosana da Silva, 24, tomaram um susto no nascimento do segundo filho do casal, Moacir Mateus, no último dia 3 de setembro. "O médico teve que pesar duas vezes para acreditar. Em 40 anos de profissão, ele disse que foi o maior bebê que já viu nascer", conta, orgulhoso, o pai. O menino nasceu com 7.650 Kg e 58 cm. O peso corresponde ao de uma criança com 6 meses de idade, e a altura, de 3 meses. Marcionilio tem 1,76m e Hosana, 1,67m. "Ele parece comigo", garante o técnico em enfermagem.

Os pais são indígenas do povo Pankará, da Adeia Água Grande, em Carnaubeira da Penha, município no Sertão pernambucano. O bebê nasceu no município vizinho de Floresta, com nove meses, em uma cesárea. Marcionilio conta que a gravidez da esposa, que está no Sertão se recuperando da cirurgia, foi toda normal, e acompanhada por sete consultas pré-natal. Mas na última consulta, após um exame, o médico achou melhor encaminhar a gestante para a maternidade, e avisou que o bebê passaria dos cinco quilos. "A barriga era grande, e avisaram que seria um bebezão, mas não esperávamos tanto. Tomei um susto, mas só queria saber se eles estavam bem. Tiveram que fazer o corte da cirurgia em forma de T, para ele sair", conta.
Do enxoval, feito com o esforço de um empréstimo de cerca de R$ 1,6 mil, a única coisa que serviu foi o berço. "Nenhuma roupinha coube. Nem as fraldas, que eram todas tamanho P. Ele está vestindo G. Doei tudo para uma bebê que nasceu aqui no hospital e só tinha uma roupinha. E já recebemos doações de fraldas. Mas ainda estamos precisando de roupas, só ganhamos três 'mijões' até agora, que só vai dar para voltar para o Sertão ", diz. 
Pediatra e nutrólogo Homero Rabelo Pena. (Foto: Luiza Mendonça / G1)
Pediatra nunca acompanhou recém-nascido tão
grande. (Foto: Luiza Mendonça / G1)
De acordo com o pediatra e nutrólogo Homero Rabelo Pena, ao nascer, Moacir Mateus apresentou uma cardiopatia hipertrófica (aumento do coração por causa do sobrepeso), que provocou insuficiência cardiorrespiratória. Por causa disso, o menino foi transferido no dia seguinte ao nascimento para um hospital em Serra Talhada, também no Sertão, e no dia 7, veio ser acompanhado no Hospital Barão de Lucena, no Recife. "É um caso extremo de sobrepeso, que chamamos de bebê macrossômico, o que causou o aumento da área cardíaca. Mas foi feito o tratamento [no bebê] com drogas e a tendência é regredir. Ele está ótimo e a alta está programada para amanhã (sábado, 20). Segundo os exames pré-natal, onde há relato de glicose alta, a mãe deve ter apresentado diabetes gestacional. Moacir vai para casa apenas com a recomendação de mamar exclusivamente até os seis meses, como qualquer outro bebê, e de fazer acompanhamento cardiológico periódico", afirma, acrescentando que nunca tinha acompanhado um recém-nascido tão grande. 
O casal tem outro filho, de três anos, que nasceu prematuro com oito meses mas, mesmo assim, com 4,2 kg, considerado muito até para um bebê que nasce com nove meses. Sobre a hipótese de um terceiro filho, Marcionilio é taxativo: "Não, já está bom. Até porque o médico brincou, dizendo que nesse ritmo, o próximo viria com dez quilos!", se diverte.
Fonte G1 PE

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