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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Há 30 anos, um grupo de vereadores protagonizava o primeiro ato pela redemocratização em Abreu e Lima



O ano era 1983 e o dia, 31 de março. Enquanto os militares faziam um desfile cívico no recém-emancipado município de Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, para festejar o aniversário do golpe de 1964 (uma revolução, na opinião deles), um grupo encabeçado por quatro vereadores decidiu fazer um movimento contrário há 30 anos atrás. Sem prever a repercussão, eles encamparam a primeira manifestação pública em favor de eleições diretas no Brasil e, sem se darem conta, foram precursores de um movimento que percorreu o Brasil com a defesa da redemocratização e que ficou conhecido como o movimento pelas Diretas Já.
O ato aconteceu meses depois de o senador Teotônio Vilela (AL) ter defendido em uma entrevista ao programa Canal Livre, na TV Bandeirantes, em outubro de 1982, a realização de eleições diretas no país. O tema, porém, era tabu, por causa da repressão. O local escolhido pelos vereadores foi a Praça da Bandeira, no centro de Abreu e Lima, por ser bem localizado e mais espaçoso. Para realizar a manifestação, que no próximo dia 31 de março completa 30 anos, os vereadores do antigo MDB (hoje PMDB) conseguiram emprestado um caminhão, que foi transformado em palanque para a realização do comício.
Alguns dias antes, um carro de som circulou pela cidade anunciando o evento. Porém, a participação popular foi pequena. Cerca de 100 pessoas compareceram. As perseguições e torturas impostas nos anos de chumbo e o silêncio forçado fizeram com que poucos se arriscassem a comparecer, mesmo com a lei da Anistia em vigor e com a proximidade do fim do mandato do último presidente militar, João Baptista Figueiredo. “Chamamos um fotógrafo e a grande mídia, mas ninguém veio”, conta o ex-vereador Severino Farias. Praticamente nada foi registrado e, no local do ato público, não há qualquer menção ao que aconteceu.
O comício começou às 17h e se estendeu até as 19h. Os ex-vereadores Reginaldo Silva, Severino Farias da Silva, José da Silva Brito (ex-presidente da Câmara e líder do movimento) e Antônio Amaro Cavalcanti, os dois últimos já falecidos, foram os organizadores. O grupo se revezava nos discursos junto com outros 14 oradores. “A presença popular foi tímida porque ainda existia o medo das pessoas em participar de qualquer ato contrário ao governo militar”, contou Reginaldo. O segundo ato do gênero no país só veio ocorrer em 15 de junho daquele ano, em Goiânia (GO). Os discursos, na época, foram de ataque ao governo.

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