Rebelião na Funase de Abreu e Lima, PE, termina com interno morto


Adolescentes atearam fogo em colchões e quebraram cadeados no sábado.
Neste domingo, parentes chegaram para visita, mas horário foi alterado.

A rebelião ocorrida na noite de sábado (1º) no centro da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) de Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, terminou com um menor interno morto. Na manhã deste domingo (2), o clima estava tranquilo na entrada.
As famílias chegaram para a visita que normalmente é realizada aos domingos às 8h30, mas não puderam entrar porque os funcionários estavam limpando a unidade para retirar os entulhos que ficaram após o tumulto. A previsão é que os parentes possam entrar a partir do meio-dia.
O motim começou por volta das 21h do sábado, o motivo seria a reivindicação de encontros conjugais que não são permitidos nessa unidade, segundo um agente que não quis se identificar. A confusão teria começado no pavilhão 2, se espalhando por algumas alas. Armados com pedaços de pau e facas artesanais, os adolescentes quebraram cadeados das alas e atearam fogo em colchões. Na manhã deste domingo, pedras e pedaços de vidro que foram jogados para o lado de fora da unidade pelos jovens podiam ser vistos no chão.De acordo com a Funase, durante o tumulto, um adolescente foi morto. O corpo do jovem foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife. Ainda segundo o agente que não quis se identificar, ele teria chegado há quatro dias vindo do Centro de Internação Provisório (Cenip), na Abdias de Carvalho, bairro do Bongi, Zona Oeste do Recife.
O Batalhão de Choque da Polícia Militar conseguiu controlar a confusão no final da noite, por volta das 23h. O Corpo de Bombeiros também foi acionado para apagar o fogo provocado pelos internos. Segundo a Funase, a instituição abrirá uma sindicância para investigar o caso. Engenheiros e a equipe de manutenção estão na unidade reparando os danos materiais.
De acordo com a Funase, o Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Abreu e Lima atende atualmente 272 adolescentes dos 15 aos 17 anos de idade autores de ato infracional. No espaço, eles recebem acompanhamento técnico, social, jurídico, psicológico, médico, odontológico, nutricional e pedagógico, além de participarem de atividades esportivas e culturais.
Fonte:g1PE