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quinta-feira, 12 de abril de 2012

ABREU E LIMA / Agentes socioeducativos da Funase paralisam atividades


PM está na unidade, além de homens do Batalão de Choque, para evitar possível rebelião


Cerca de 120 agentes socioeducativos da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) de Abreu e Lima, paralisam as atividades nesta quinta-feira (12). Eles estão na frente da unidade, onde reivindicam melhorias trabalhistas e prometem permanecer de braços cruzados por 48 horas. A categoria denuncia que não recebe ticket alimentação, vale transporte e afirmam que o salário de R$ 852 é muito baixo.
Policiais Militares, armados, estão dentro da unidade, além de homens do Batalhão de Choque, que aguardam na entrada. Eles tentam manter a ordem, já que os internos estão armados e cientes da paralisação. Agentes de outras unidades foram levados ao local, para assumir o posto, mas foram impedidos pelos outros servidores.
Além das reclamações trabalhistas, a categoria afirma ainda que, sem nenhum tipo de investigação, três assistentes e 10 agentes foram afastados do cargo. De acordo com os reeducandos, esses funcionários estariam praticando maus tratos contra os internos. Mas, segundo a categoria, os internos não são mau tratados. Eles acreditam que seja uma rixa dos reeducandos, já que muitas armas e drogas foram tiradas da unidade na última vistoria.
Os agentes afirmam que só voltarão aos seus postos depois que tiverem algum respaldo e garantias que vão ser atendidos pela Funase e do Centro de Internação Provisória (Cenip). O presidente do Sindicato dos Agentes e Servidores no Sistema Penitenciário do Estado de Pernambuco (Sindasp-PE), Edilson Alves, tentou negociar com a categoria, mas não obteve sucesso. Ele sugeriu que os servidores voltassem aos postos de trabalho, mas sem fazer suas atividades, realizando uma Operação Tartaruga.
Segundo Edilson, os maus tratos e torturas a reeducandos, são praticados por Deivisson Fenelon do Nascimento, de 18 anos, acusado de assinar o estudante de biomedicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alcides do Nascimento Lins, de 22 anos. De acordo com o presidente, é ele quem espanca os internos, trafica, os influência a usar drogas e os obriga a lavar as roupas. Desde às 10h, representantes do sindicato e da Funase estão em reunião para tentar chegar em um acordo. Eles querem algum retorno em relação as reivindicações trabalhistas e a volta dos servidores afastados.
Segundo a assessoria de imprensa da Funase, os agentes que estão na frente da unidade são os que estão fora do horário de serviço. Além disso, informa que os agentes não estão paralisados e policiais militares não estão dentro da unidade. Mas, diferentemente do que foi dito, a reportagem da Folha de Pernambuco conversou com a categoria, que confirma a informação de paralisação
Fonte: Folha PE

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