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terça-feira, 12 de julho de 2011

Cratera com 70m de profundidade assusta quem vive em Caetés II

Obra para contenção da erosão e remoção das famílias na área de risco deveria ter sido concluída em 2009

Na altura do número 30 da avenida A, em Caetés II, Abreu e Lima, no Grande Recife, uma cratera de pelo menos 70m de profundidade ameaça a segurança de famílias que vivem na região. O problema começou há doze anos, quando um deslizamento de terra destruiu uma casa que fica nas proximidades.

Toneladas de pedras foram colocadas para evitar que o paredão de terra venha abaixo e leve junto o asfalto. A placa indica que a obra de contenção e remoção de 75 famílias que moram na área de risco custaria R$ 2,7 milhões Só que os moradores dizem que o trabalho ficou pela metade, o que levou o Ministério Público a exigir que a Prefeitura cumprisse o projeto em um ano e transferisse as famílias para uma região mais segura. O prazo terminou no início de 2009.

“A Caixa Econômica repassou para o município R$ 2,2 milhões e esse dinheiro ainda não foi aplicado. Também temos os problemas dos moradores das áreas de risco, são 350 casas em área de risco, aqui em Caetés II”, diz o presidente da Associação de Moradores, Alfredo Leão.

De 2009 para cá, a erosão foi aumentando. A chuva dos últimos dias provocou novos deslizamentos e a erosão já chegou à estrada. Sem acostamento, pedestres precisam ir para o meio da rua, dividindo a estrada com carros e ônibus. Segundo os moradores, as obras de contenção pararam há seis meses e o risco de tudo desabar é ainda maior.

A menos de 500m dali, ainda na avenida A, uma outra cratera leva perigo a pelo menos dez famílias. Parte do terreno onde está o imóvel da dona de casa Cleide Marcolino está prestes a desabar. “Não dá, está tudo rachado. Eu não durmo, nem meus filhos, nem meu esposo. Passamos a noite acordados, com medo que tudo caia”,queixa-se.

A Prefeitura de Abreu e Lima disse que técnicos da Defesa Civil visitaram a casa de Cleide Marcolino em 2009 e recomendaram que a família deixasse o local. Ela passou a receber o auxílio moradia, mas, no ano passado, preferiu voltar para casa. A Prefeitura também explicou que a obra de contenção da cratera recebeu verbas do Governo Federal, mas parou porque a empresa contratada para fazer o trabalho fechou e está sendo processada pela Prefeitura. Uma nova licitação para escolher outra construtora será lançada no próximo mês.

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